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Candidata a conselho tutelar votou em si mesma, mas não teve voto computado

A eleição para conselheiros tutelares do Distrito Federal corre risco de ser invalidada. A ação civil pública contra o Conselho Tutelar, o Distrito Federal e a Fundação Getulio Vargas (FGV) ajuizada pela Defensoria Pública do DF continua a valer mesmo após a realização do certame, no último domingo. As falhas, os problemas e as denúncias de irregularidades do dia da votação estarão, inclusive, anexados como provas ao processo. Testemunhas também serão ouvidas, entre elas, eleitores e candidatos. A Defensoria levará adiante a ação, mas a sentença, de anulação ou validação das eleições, será dada pela Vara da Infância e Juventude. Um dos entraves está, justamente, no prazo judicial para a questão. O resultado poderá demorar anos.

“É um processo que pode ser longo, mas vamos trabalhar para que seja o mais breve possível, pois precisamos trazer tranquilidade a todos os envolvidos”, afirmou o defensor público geral do DF, Ricardo Batista. Tranquilidade, porém, é uma palavra que não se aplica ao processo de eleição. Só em razão de questionamentos judiciais, o trâmite foi suspenso por três vezes, sendo a primeira em julho e a última a apenas um dia das eleições. Como o governo conseguiu reverter a decisão de última hora, as votações ocorreram, mas as confusões continuaram.

De Doracy Montenegro - A Guardadora de Segredos

Que graça me tem ser mais uma poetisa!
Doracy Montenegro
Que chora de madrugada pela falta de sono.
Que falta me faz ter essa sensibilidade sem medida,
Sintomas de um xícara de café, abandono!
Ser aquele poema sem nexo, uma crônica sem fim,
Ser apenas algo e só...
Ser ponteiro de relógio que gira sem razão,
Ter o céu sem a lua, a música sem o refrão.
Que graça me faz ter uma boca, um verso
Que lê e sorri sem saber de quê! dúvida, reverso?...
Morar embaixo dos livros e sentir falta da luz,
Levantar as mãos pro céu e rezar para jesus,
Pedindo para ser guardadora de segredos
Moldar os medos embebedando o leitor,
E na primavera ver o desabrochar da flor, 
Mais..., que graça me faz ser uma maluca apegada ao mundo!?
Queria ser o refúgio dos loucos, fugir da solidão
Fazer apenas rimas e juntar ao coração.
Ou apenas ser rasgada, costurada, mais no fundo ter a cor
E no amor em segundos perceber a rima se ir,
Me transformando em poema melancólico sem pontuação,
Ver a noite chegar pra me cobrir na nudez da inspiração,
Mais, Que graça me faz ser mais uma poetiza!?
Sendo criada pelo lápis ou morta pela borracha
Hoje de nada mais preciso achar
Nomeada fui pelas palavras,
Estou nos livros e cadernos, e dos outros nada espero
Sobre"vivo" no ar, dês da tristeza a alegria,
Pois disso tudo sou eu, eu a poesia.

Doracy Montenegro  - Alagoinha

Mineira de 81 anos realiza sonho e ingressa em universidade federal

Vencer preconceitos, superar limites e acreditar que sonhos podem ser adiados, mas não descartados. Foi assim que a aposentada Aurora Ferreira de Melo Breves conseguiu chegar à universidade aos 81 anos para estudar o que sempre quis: Filosofia. Faltando 20 dias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o G1 conta essa história de inspiração. 
A mineira participou do Enem e com a nota obtida conseguiu ingressar na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Hoje, ela está no 2º período do curso.
O caminho enfrentado por Aurora demandou dedicação. Ela sempre quis estudar, mas devido às dificuldades financeiras teve que optar por trabalhar, a fim de conseguir sustentar e oferecer uma vida melhor aos três filhos. “Eu morava em Ituiutaba e há 48 anos mudei para Uberlândia em busca de melhores condições. Aqui eu virei costureira e tive o prazer de ver todos os meus filhos estudarem e se formarem na Federal. Minha filha até se tornou juíza. Na época achei que meu sonho havia sido realizado por eles”, disse.
O tempo passou e quando a família achava que era hora de Aurora descansar e aproveitar a vida, ela se matriculou para fazer o ensino fundamental, aos 75 anos.
É claro que tem preconceito e que muitos me criticam pela minha escolha, mas isso faz parte da vida. 
Aurora Ferreira, estudante da UFU
“Eu sempre li muito, cerca de um livro por semana, e me adaptei rápido a todo o processo. Resolvi voltar a estudar depois que vi uma placa colada de frente a uma instituição de ensino dizendo: ‘Venha estudar com a gente, não importa sua idade’. E eu, fui”, explicou.

Aniversariando hoje

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